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A Ordem dos Engenheiros acordou sonolenta.

Depois de andar preocupada a discutir o prefixo do José Sócrates*, a Ordem dos Engenheiros (OE) fez, em 10 anos, a primeira manifestação pública respeitante às condições indignas que são, actualmente, oferecidas aos engenheiros no mercado de trabalho português. Logo da Ordem dos Engenheiros, http://www.ordemengenheiros.pt/pt/ Foram necessários 10 anos para estes senhores acordarem para o assunto. Mais, a acção foi unicamente meia página de parágrafos publicados no seu sítio. Como se isto fosse consequente de alguma forma. Em leitura, e à parte do uso do termo “denuncia” no título, não vejo nem reconheço qualquer acção tomada. E, ainda, recorrem da eloquência e de uma excessiva suavidade no texto perante aquilo que eu considero ser uma real drama profissional e com, prevejo, uma potencial catástrofe no futuro da economia nacional. Vulgo, o texto não me parece mais que “atirar areia para os olhos dos parcos leitores” numa era em que os profissionais de engenharia já nem conside...
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A malta que vai…

Depois do Relvas , depois do Coelho , temos o Costa ! E a verdade é que tenho de ser coerente: não podemos ter um primeiro-ministro a motivar as pessoas a sair do País. Compreendo a sugestão e a motivação dada para que muitos consigam sair de situações pessoais dramáticas, pelo desemprego e dificuldades económicas inerentes. Compreendo a estratégia de dinamizar a Língua Portuguesa mas acho-a uma demonstração de orgulho vazio e inconsequente. Mais, falho em ver o retorno directo da emigração à economia de Portugal. Talvez só pelas férias e pelo dinheiro gasto em ir mantendo a casa da família lá na terrinha. A verdade é que, a longo prazo, a emigração apenas tem uma consequência: o esvaziamento populacional de Portugal da geração mais activa e a decepar uma já envelhecida pirâmide demográfica . Acredito que estes senhores, no seu dia-a-dia, brincam com folhas de excel e alcançam a conclusão que a solução para os problemas da economia de Portugal (ou dos seus problemas pessoais) é a reduç...

A pior das máfias...

Não era para ser este o meu 2º texto mas a coisa urge pelo calor do momento Screencapture do www.fogos.pt a 15/10/2017. Deixem-me só vos explicar uma coisa:  - Fim às empresas privadas no combate aos incêndios. Os senhores querem voar e largar baldes de água para se sentirem heróis e ganhar uns trocos, juntem-se às Forças Armadas e façam um Juramento à Bandeira.  - Dotação de meios à FAP e Exército para o combate a incêndios, à semelhança de qualquer outra Nação desenvolvida (e até das outras). Generalinho não quer? Troca-se as estrelinhas para o próximo que há demasiados sentados à espera.  - Instauração da pena máxima, eventualmente, com trabalhos forçados na reflorestação para todo o filho da puta que andar de sachs/zundapp com um jerrycan de gasolina e isqueiro no meio das matas. Acabou-se a prisão domiciliária, a pena suspensa e a libertação por doença psicológica. Deixem-me só explicar: um tarado que viola uma rapariga leva até 15 anos; um psicopata que...

Fui... (olha, mais outro!)

Fui! Fui, tal como muitos outros da minha geração, por outros mares fora e para terras desconhecidas em busca de pimenta para o bife e chás porventura exóticos. Ilustração de autor desconhecido (agradeço a referência a quem a souber indicar). Talvez esta necessidade de “ir” esteja já bem impregnada na cultura portuguesa. Talvez até já esteja estruturada nos nossos genes. Afinal já fomos caçadores-recolectores, nómadas, exploradores e descobridores. Ou, simplesmente, por tantos da minha geração não cabermos em Portugal. Não por o País ser pequeno. Não é! Nem o País nem as suas gentes. Nem podemos procurar refúgio na afirmação vulgar que o País é a cauda da Europa. Não num mundo que é, hoje, verdadeiramente global e bem redondo (também isso à nossa conta). Mas porque a insegurança de alguns, a ganância de muitos outros e toda uma cultura profissional arrastada pela desvalorização, subserviência e ilegalidade não parecem conseguir encaixar a nossa visão, ambição e ética. Ao contrár...